Imagem capa - MATERNIDADE REAL: ISSO EXISTE? ❤️ ESPECIAL SER TÃO MÃE por Carolina Lena

MATERNIDADE REAL: ISSO EXISTE? ❤️ ESPECIAL SER TÃO MÃE

MUITOS ANDAM ÀS VOLTAS COM A EXPRESSÃO: MATERNIDADE REAL, MAS SERÁ QUE É POSSÍVEL VIVER UMA MATERNIDADE DE MENTIRA? Bom, para início de conversa, toda maternidade é REAL e LEGÍTIMA. Mas então do que tanto se lamentam as mulheres?


Bom, a todos é sabido que até bem pouco tempo atrás, (128 anos aproximadamente) vivíamos num sistema escravocrata. Sim, mas o que tenho a ver com isso?! TUDO!


Até  poucas décadas, a maternidade não era vista como hoje. As mulheres pariam, pariam, velavam e enterravam seus filhos. A mortalidade infantil era altíssima, não que hoje não seja (8,91/1000¹). Precisavam parir muitos para que pudessem alguns chegar à vida adulta. Sem contar que a maioria das mulheres nem sequer amamentavam seus filhos, eram criados por amas de leite (amamentação cruzada). Muitas delas, na época, nem sabiam ao certo de que forma ficavam grávidas, era algo mecânico, automático e principalmente imposto pelo patriarcado.


Com a revolução industrial e a influência religiosa do mito da Virgem Maria, foi-se construindo um imaginário sobre a maternidade. As mulheres na década de 60 descobriram que era possível controlar a natalidade e consequentemente DESEJAR ser ou não mães. 


Bem, ao sabermos do “positivo”, já muita coisa muda em nossas vidas... E já começamos a tecer a tal MATERNIDADE IDEAL... construímos a partir desse momento um modelo mental de gestação, parto, puerpério bem como o resto de nossas vidas (já que nem uma tragédia nos tirará o titulo de mães) de acordo com nossos desejos e anseios... Algum problema até aqui?! Claro que não, não é?


O problema se inicia quando a sociedade transforma a maternidade em algo estático, rígido e matemático  como no lego, onde tudo se encaixa... MAS NÃO! A MATERNIDADE NÃO É TUDO ISSO! Ela é movimento, liberdade, se constrói a cada semana, a cada troca de lua, a cada mudança da estação... a cada ano.


É imprescindível fazermos planos para a nossa maternidade, por exemplo: planejo um parto humanizado, amamentar exclusivamente até 6 meses, não usar chupeta e não fazer cama compartilhada...


Mas se tiver que fazer uma cesárea para salvar nossas vidas ok, se eu não conseguir amamentar novamente (já tenho consultora de amamentação dessa vez!) Ok, se precisar dar chupeta (existem raras indicações reais para o uso, sabia?) ok, e se eu precisar que o bebê durma do meu lado para conferir se ele respira a cada hora, também tudo bem.


Não entre nos “TEM QUE” DA MATERNIDADE que eles são “cilada, Bino!


A MATERNIDADE REAL É AQUELA QUE EU CONSIGO SER DENTRO DA IDEALIZAÇÃO QUE CONSTRUÍ. E... não há sonho realizado sem alguns desejos frustrados.



Conteúdo escrito por:

Nelcí Maria Schiavo Lins, mãe do Giancarlo (1999) Anjo (2001, 2016, 2017, 2019) Gêmeo solitário Heitor(2018) e gestando a Íris (2020), também casada e Psicóloga Clínica, Perinatal² e psicanalista graduada pela UCS. Especialista  Psicologia Perinatal e da Parentalidade³  pelo Instituto Materonline. Pré-Natal Psicológico – Modelo Arrais e Luto Perinatal pela EPP. Atendo de forma online.